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Pois é...

Incentivado pelos amigos, resolvi entrar na onda do blog. Este meio de expressão não tem pretensão maior no campo literário, por assim dizer. Desejo, tão somente, partilhar o olhar sobre os acontecimentos que observo ao derredor. Meu compromisso é com a informação, sem preconceito de natureza alguma.
Espero que os leitores participem deste espaço, enviando manifestações. Todas serão acolhidas com espírito democrático. Portanto, façam contato.


Sinais...


    Via de regra, são os comportamentos individuais e coletivos que mostram, de forma cabal, o grau de civilidade de terminada sociedade. Eis, pois, duas imagens que não necessitam de maiores explicações para dizer quão distantes ainda estamos das práticas elementares de desenvolvimento cultural. 
   Em plena região central de Cachoeirinha, onde reside e trabalha parte da "elite" do município, o mau exemplo fere os olhares minimamente atentos. Descarte de móveis estão expostos na entrada da rua Eurípides Aurélio da Silva. E sacos de lixo jogados à calçada, quase na frente de um centro profissional de alto padrão. Neste caso a culpa direta não é da prefeitura, que disponibiliza ecopontos para o recolhimento de descartes e lixeiras apropriadas para os resíduos domésticos. 
   Mas, o poder público precisa agir com rigor em relação aos infratores, aplicando multas pesadas nos indivíduos e, quiçá, nos condomínios. Assim, a identificação dos "sujismundo" tende a ficar mais fácil. Tem que "doer" no bolso. E todos precisam fiscalizar a todos.



Nota de esclarecimento


   Provocado pela manhã, para que esclarecesse a questão envolvendo o seu nome e função pública no tangente a reportagens do Grupo RBS sobre supostas irregularidades no pagamento de empresas que prestam serviços terceirizados ao Departamento Estadual de Estradas de Rodagem, o diretor da autarquia, Saul Sastre, enviou há pouco, nota de esclarecimento. Na terça-feira, em minha coluna no site Seguinte:, abordo os eventuais desdobramentos da questão. 
   "Amigo Roberto, sobre a matéria que foi veiculada na RBS do protocolo do Daer, venho esclarecer:
   Qualquer cidadão que ocupa um cargo de diretoria em alguma estrutura pública, nos diversos níveis de governo, está sujeito a passar por este tipo de situação e ter que vir a público se explicar, fato que está acontecendo comigo. 
Quem me conhece sabe do meu caráter e retidão. 
   O projeto protocolo foi experimental e inovador. Teve início, meio e fim, tornando-se um sucesso em termos de qualidade, agilidade e igualdade no atendimento de seus usuários. Além disso, foi idealizado por uma equipe de servidores do Daer, levando em conta o conjunto de propostas apresentadas por diversas empresas de tecnologia, tendo parecer jurídico favorável, bem como aprovação do Conselho de Administração do Daer e por óbvio a concordância da Direção Geral. O projeto sofreu ajustes nas mais diversas áreas e encontra-se em fase de encaminhamento de licitação definitiva.
   O apontado pela Cage (Controladoria Geral do Estado) é uma suspeita de preço elevado pelo serviço, só que levam como base serviços de protocolo comum e não algo idêntico ao que contratamos que além de atender aos usuários, ainda faz internamente: 
• Controle dos serviços de recebimento e entrega de correspondências pelos Correios; 
• Protocolização da Superintendência de Assuntos Jurídicos; 
• Protocolização da Superintendência de Contabilidade e Finanças, através do recebimento de documentos de cauções e procurações de terceiros; 
• Protocolização da Superintendência de Recursos Humanos quanto a documentos de servidores; 
• Extensão ao serviço de protocolo para recurso de multas (Jada e Jari). 
   Dos procedimentos que foram tomados, em conjunto com a Direção Geral, foi solicitado uma auditoria completa em todas as etapas do processo, inclusive fazendo comparativos de valores com órgãos públicos de outras esferas e Estados que possuem serviços semelhantes. Estamos atrás de respostas. Garanto que se houve algum valor cobrado a mais pela prestadora de serviço, eles retornarão aos cofres públicos. Ressalto que trata-se de um contrato de R$ 616.810,86 no semestre, ao qual foi prestado o serviço com ampla aceitação da comunidade que utiliza o serviço de protocolo do Daer.
   Administro quatro áreas dentro do Daer: Contabilidade e Finanças, Recursos Humanos, Tecnologia e ainda a Manutenção Operacional e nestas superintendências, mais de 30 contratos com fornecedores, que estão permanentemente a disposição dos órgãos de controle.
   Na minha trajetória na área pública, ocupei diversos cargos e nunca tive ou terei qualquer tipo de problemas referente a procedimentos desonestos. Tenho minha família, meus livros escritos e meus alunos. Assim procuro ser um exemplo de conduta e valores, por isso uma mera insinuação contrária já me traz muito prejuízo e tristeza."
Saul M. Sastre

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